A estação chuvosa, quando há maior atividade atmosférica, além das chuvas em áreas de risco, traz outro perigo: a queda de raios. O Ceará registrou do início do ano até ontem pela manhã 60.605 descargas atmosféricas. O número já é maior que o registrado em todo o ano de 2010. As descargas são monitoradas pela Coelce.
A maior incidência neste ano ocorreu no Município de Granja, na Zona Norte do Estado, com 3.871 raios. As cidades não tem para-raios suficientes e é grande a preocupação dos munícipes. Além da queima de aparelhos eletrônicos, os raios já causaram a morte de um rapaz de 16 anos, em Crateús, em fevereiro deste ano.
Antes, durante ou depois de tempestades, o céu continua um risco para a terra. A queda de raios tem preocupado os cearenses. Queima de aparelhos eletrônicos, incêndios e mesmo a morte de homens e animais são algumas consequências da incidência direta da descarga elétrica. Há um mês e meio, em Sobral, a queda de um raio numa avenida danificou equipamentos de dezenas de estabelecimentos. Dos males, o menor. E o medo de raios tem provocado até mesmo a resistência dos pais em permitir os filhos tomarem banho de chuva.Foram 60.605 em todo o Ceará, dos quais a quase totalidade (60.536) incidiu sobre os Municípios do Interior.A Zona Norte do Estado registrou a maior queda de raios.
No Município de Granja, até a manhã do último dia 2, foram registrados 3.871 raios. Em seguida está Tianguá, com 1.646, e Santa Quitéria, com 1.631. A companhia energética monitora as descargas para identificar os locais de queda na distribuição elétrica e agilizar o atendimento nestas áreas.
Fonte: DN
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